Maracás pequenas!


clique nas fotos para ampliar

Confeccionamos modelos de maracás pequenas. Medida aproxim. de 25 cm. Pirografadas, pintadas, envernizadas e decoradas com penas, cordões e couro. Veja mais fotos no albúm de maracás.

Consulte a TABELA DE PREÇOS para saber mais informações sobre este produto. Solicite pelo e-mail: wakanwood@hotmail.com

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Novos modelos de Maracás À VENDA!!!



Novos modelos de Maracás com aprox. 40 cm, pintadas, envernizadas, decoradas com penas e couro. Veja mais fotos no albúm de maracás.

Valor: R$ 60,00 + custo do correio
Para solicitar escreva para wakanwood@hotmail.com

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Novos modelos de tambores Lakota Á VENDA!!!



Novos modelos de tambores lakota à venda. Formato 40 cm de diâm. x 8 cm de altura no aro, couro de cabra em um lado, baqueta decorada e aro decorado. Veja mais fotos no albúm de tambores.

Tambor da águia
Tambor do arqueiro elfo
Tambor das 4 direções com animais de poder (búfalo, águia, coiote e urso)
Tambor do unicórnio
Valor unitário: R$ 250,00 + custo do correio.
Para solicitar escreva para wakanwood@hotmail.com

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Um tambor é uma voz, viva e sensível como qualquer voz.


Tambores Wakan Wood modelos Cherokee e Lakota



"Um tambor é uma voz, viva e sensível como qualquer voz. Quando fala, nós devemos ouvir e honrar a mensagem com o que há de melhor e mais nobre em nós mesmos, pois esta é uma voz de grande poder e um presente direto de um ser muito maior. Se fizermos isso, nossas vidas serão repletas e felizes."

Louis W. Ballard, Quapaq - Cherokee


Tambores xamânicos modelo Cherokee... Lindos!!!



Tambores Wakan Wood modelo CHEROKEE

Tambores Wakan Wood modelo Cherokee. Formatos com 30 ou 40 cm de diâmetro por 8 cm de largura (aro), madeira pintada, couro de cabra nos dois lados, pinturas em um dos lados, decorados com penas e cordões coloridos. Baqueta inclusa.

Consulte a TABELA DE PREÇOS

Arte xamânica atraindo curiosidade e despertando consciências!


Marcelo Caiuã e sua irmã Flávia Notarnicola, expondo a arte Wakan Wood


 A arte criada e confeccionada por Marcelo Caiuã, da Wakan Wood - Artesanato Xamânico, foi apresentada em mais uma edição da feira de artesanato do 5ª Avenida Center, em Porto Alegre, no mês de julho de 2008. Provocando um misto de admiração e curiosidade, os objetos expostos encantaram àqueles que se detiveram a observá-los. 

Medicine Bags, Cachimbos, Bastões, Maracás, entre outros, são objetos ritualísticos utilizados nas tradições ameríndias, entre outras. Portanto, sempre despertam nas pessoas sentimentos incomuns que vão desde uma simples contemplação, até uma total identificação espiritual. 

Fazer uma arte assim, tão rica em significados e expressão cultural é motivo de grande prazer e satisfação para Marcelo, que busca nessa expressão uma forma de praticar suas crenças e efetivamente levar às pessoas algo mais do que um simples artesanato. Nesse sentido, oportunidades como essa de expor seu trabalho sempre são bem-vindas, pois mais do que comercializar seus produtos, acabam por despertar a consciência de muitas pessoas, ávidas por esse tipo de comunhão com a natureza, com as culturas de nossos antepassados e com o universo sagrado que envolve tudo isso.

Se você quiser conversar conosco sobre xamanismo e arte xamânica, escreva para wakan.wood@gmail.com

A medicina do tambor


Tambores Xamânicos Wakan Wood

Importância

  • As batidas do tambor são as batidas do coração da Mãe Terra.
  • Se crê que nós somos os tambores, o tambor é nossa cultura, ele unifica e reflete quem somos.
  • Tambores aproximam as comunidades.
  • Tambores são utilizados em diferentes ocasiões: casamentos, funerais etc. e em praticamente todas as reuniões dos povos nativos.
  • Tambores são redondos para representar o ciclo da vida.
  • Os tambores grandes, como os de pow wow, representam a Terra, e as pessoas que os tocam seus guardiães.
  • É sabio consultar um ancião ou xamã sobre uma questão sobre tambores antes de tirar as próprias conclusões.
  • Compartilhar conhecimento sobre tambores é crucial.
  • Os tambores ensinam muita coisa.
  • Os tambores existem em todas as partes do mundo, todas as culturas construiram seus tambores e praticamente todas os utilizam de alguma forma mística, ritual ou espiritual.
Espiritualidade
  • Tambores podem ser usados para conexão com os mundos espirituais.
  • Tocar tambor é uma experiência espiritual.
  • Algumas tradições usam tambores com pele de um lado só para atrair os espíritos e tambores de duas peles para ir até os espíritos.
  • Tambores podem curar. Alguns curandeiros tocam tambor perto do corpo de uma pessoa para auxiliar na cura.
  • Quando uma pessoa está com dor, seja emocional ou física, tocar tambor ajuda a pessoa a se centrar.
  • O componente espiritual de um tambor é bem forte, e com freqüência é especial e específico a um indivíduo.
Respeito
  • O tambor tem poderes muito além de simplesmente fazer música, e entender alguns desses poderes é entender um pouco de como é ser um nativo.
  • Ninguém deve "bater" em um tambor e sim fazer o tambor falar com poder e convicção. Em inglês "beater" que seria "baqueta" é substituido por "drum stick", varinha do tambor.
  • Ter um tambor é uma honra extrema e ele deve ser sempre tratado com o máximo de respeito.
  • Preste atenção e verá, você vai tratar você mesmo, os outros e tudo o mais no mundo da mesma forma que trata seu tambor.
  • Lembre-se o tambor representa o que você é e o que poderá se tornar.
Construindo tambores
  • Ao fazer um tambor é importante consultar um xamã ou ancião. Diferentes áreas têm diferentes maneiras de criar um tambor.
  • Você não pode vender ou trocar o primeiro tambor que fizer. Você pode doar porém sem esperar nada em troca.
  • Quando for fazer um tambor você não pode trabalhar com sentimentos negativos (como a raiva por exemplo). Primeiro lide com o sentimento e depois volte ao trabalho.
  • Crie tambores com honra, integridade, paz e difgnidade, assim o tambor vai guradar tudo o que faz as pessoas especiais, então, quando o tambor falar, vai trazer a tona todos esses valores.
  • Tambores de lugares diferentes tem vozes diferentes, alguns a voz é mais aguda, outras é mais grave.
  • Alguns tambores são usados somente para ocasiões especificas, por exemplo, tambores grandes de pow wow são usados somente em encontros, tambores de água em cerimonias de peyote etc...
  • Algumas tradições fazem um ritual para poder construir um tambor e trazê-lo à vida. Alguns rituais podem incluir tendas do suor, orações, jejum, bençãos nos materiais, jornadas, etc... verifique com um xamã o que é mais apropriado.
  • Quando um ancião ou mestre está presente em um workshop de confecção de tambores, é honorável presenteá-lo com um tambor, é um sinal de respeito para com ele e para com o que ele ensinou e o tem a ensinar.
  • Fazer tambor é um momento de conexão.
  • Amarrar o tambor é trazer a energia do Pai Céu e Mãe Terra para nossa vida.
  • O tambor não é feito de um pedaço de madeira ou um pedaço de couro, é feito de uma parte de uma árvore e uma parte de um animal, e tudo tem espírito e é vivo, assim o tambor também é vivo.
  • Um poder específico de um tambor pode ser usado de maneiras diferentes. Um tambor para cura ao ser tocado para uma jornada faz com que as pessoas se curem enquanto meditam, um tambor de jornada tocado para cura faz com que a pessoa que se cura descubra mais sobre si mesma, etc...
Canções e Danças
  • Quando um tambor fala, todos devem honrar este momento.
  • Quando estiver aprendendo a cantar ou dançar, é importante se informar quem pode aprender um tipo de canção e dança. Existem canções e danças próprias para cerimônias e rituais, existem canções e danças somente para homens, somente para mulheres, somente para anciões, etc.
  • Nunca se deve usar o tambor de outra pessoa sem pedir permissão.
  • Quando um tambor não está em uso os nativos guardam ele. Não é usual pendurar o tambor na parede onde a energia pode se esvair. É considerado exibicionismo pendurar um tambor na parede. Isso não se aplica a não-nativos.
  • Algumas canções e danças são de um povo específico e ninguém que não tenha a permissão pode usar.
  • Algumas canções são executadas para um trabalho específico e nunca cantadas em outras ocasiões. Uma canção de cura é cantada em cerimônia de cura e em nenhuma outra ocasião; uma canção para encher o cachimbo, é cantada para encher o cachimbo, cantar em outra ocasião é incorreto.
  • Algumas canções e danças com o passar do tempo se tornaram canções e danças populares. Algumas ganharam o mundo e são comuns em trabalhos com danças circulares sagradas e círculos de tambores. Um exemplo de música tradicional nativa norte-americana que se tornou popular é "Chanun" que se pode encontrar em CD. Em dúvida cheque com o ancião, xamã ou líder de cerimônia se a canção pode ser cantada fora daquela ocasião.
  • Quando uma pessoa faz a passagem, em algumas comunidades não é permitido que as canções daquela pessoa sejam cantadas por um ano, a não ser que uma pessoa tenha sido designada para ser guardiã daquele conhecimento..
  • Quando uma pessoa faz a passagem, em algumas comunidades nativas não é permitido tocar tambor enquanto o corpo não for enterrado, é considerado desrespeito para a família e para o clã cantar ou dançar. . Novamente é melhor checar antes a tradição local.
Existe muito mais a se aprender com os tambores...

Fonte: ww.terramistica.com.br www.xamanismo.org




Um Xamã Siberiano Toca o Seu Tambor



Baixando a cabeça para o tambor, o xamã começa a cantar baixo, lenta e melancolicamente. Bate o tambor em vários locais com batidas calmas espaçadas. Fica-se com a impressão de que está a chamar alguém, a reunir os seus auxiliares e a invocá-los de uma longa distância. Por vezes, bate o tambor com força e profere algumas palavras - o que significa que um dos seus auxiliares acaba de chegar. Pouco a pouco, a canção torna-se mais alta e a baqueta do tambor bate com maior freqüência. Isso significa que todos os espíritos ouviram o chamamento do seu senhor e aproximaram-se dele. Por fim, as batidas no tambor tornam-se muito fortes, a tal ponto que parece que vai arrebentar. O xamã já não contempla o tambor, mas canta em plenos pulmões. Agora, todos os espíritos se reúnem. Sem se deter na canção, o xamã coloca a sua armadura peitoral. Fica em pé no local, curvando-se ligeiramente e batendo os pés. O tambor respondeu às batidas daquele com os mais diversos sons, desde sonoras batidas, com um tímido e agudo metálico, até o mais delicado dos rufares, um zunido suave e contínuo, acompanhado por um ligeiro tinido. O xamã usou ainda o tambor como um quadro refletor de som, de tal modo que, na escuridão, parecia que a sua voz se deslocava de um canto para o outro, e de baixo para cima e de cima para baixo.

Roger N. Walsh em "O Espírito do Xamanismo" descreve o tambor xamânico da seguinte forma: Quando um tambor é tocado num andamento de duzentas e vinte batidas por minuto, a maioria dos iniciados ocidentais relata que consegue efetuar, com êxito, uma viagem, até mesmo em sua primeira tentativa. A notável facilidade de indução desses estados e suas experiências é, sem dúvida, uma razão para a popularidade do xamanismo. Essa facilidade contrasta de modo agudo com os meses de prática em geral exigidos pelas disciplinas meditativas e iogues, antes que possam aparecer estados alterados significativos. Contudo, em tradições meditativas mais recentes, como o zen coreano, por exemplo, os tambores também são usados. É provável que o ritmo dos tambores facilite os estados e a viagem xamânicos através de vários mecanismos. Primeiro age como dispositivo de concentração que lembra continuamente o xamã de seu propósito e reduz a incessante necessidade de divagação da mente. Os tambores também fazem submergir outros possíveis estímulos geradores de distração, permitindo ao xamã que sua atenção seja centrada no interior. A concentração intensificada parece ser um elemento-chave em todas as disciplinas espirituais eficientes, e os xamãs parecem ter encontrado um dos meios mais rápidos e fáceis de alcançá-la.

O ritmo dos tambores e outros ruídos altos podem agir ainda como fatores de desestabilização que interrompem o processo psicológico vigente por meio do qual mantemos continuamente nosso estado usual de consciência. Charles Tart diz que, em sua experiência, uma batida de tambor bastante forte dá a sensação de dominar depressa as forças de estabilização, introduzindo uma mudança abrupta e radical nesse estado. É muito interessante que os mestres zens pareçam fazer uso dos mesmos princípios. Numerosos relatos mostram como acompanham de perto os aprendizes que estão perto do ponto de mutação. Então, quando a pessoa está menos esperando, o mestre aproxima-se, sem fazer barulho, por trás e berra com toda a força de seus pulmões bem no ouvido do novato. O resultado ideal é que se produza um satori instantâneo, um vislumbre da iluminação. O ritmo dos tambores ainda é um elemento que em geral harmoniza a atividade neuronal com a freqüência do som. Duas pesquisas que parecem endossar essa idéia têm sido citadas várias vezes. Em ambas, os eletro encefalogramas das pessoas que ouviam ritmo de tambores pareceram exibir respostas ditadas pela audição. A direção ditada pela vivência auditiva ocorre quando um som repetitivo provoca freqüências de disparo correspondentes na atividade cerebral. Essas pesquisas vêm sendo bastante citadas como prova de que os efeitos neuronais dos tambores são um fato, mas, infelizmente, elas são imprecisas. As medições das ondas cerebrais talvez foram contaminadas pelos movimentos corporais do xamã, tornando impossível extrair conclusões decisivas acerca da atividade cerebral. Sejam quais forem os mecanismos neuronais, qualquer pessoa que tenha entrado em transe pela música ou pela dança está bem consciente de que o ritmo tem um forte potencial para alterar estados mentais.

O tambor é um catalisador de energias. Todo instrumento que emite som natural, ou seja, não eletrônico, é catalisador da energia refinada que está ao nosso dispor no universo para que possamos curar e sermos curados. Essa vibração penetra a matéria de nossos corpos, relaxa a musculatura, afrouxa as ligações entre as moléculas e propicia níveis mais profundos de concentração. O som do tambor afina nosso coração com o coração da Mãe Terra, desperta a energia individual e coletiva em ritos e cerimônias, sendo esta energia o despertar de nosso curador interno. O som do tambor é como o som do coração. A batida está dentro de nós, no nosso coração, e trazer esta batida para fora no tambor é exteriorizar nossa emoção, cantar esse momento sagrado, tocar o sopro da alma, vibrando para fora do corpo, é a expressão da alquimia da vida. Os xamãs consideram o tambor como o "cavalo" que os leva em viagens a outros mundos. O ritmo das batidas altera nossa percepção e estado de consciência, permitindo-nos entrar em contato com os mundos visíveis e invisíveis para proporcionar cura, meditação, auto-conhecimento, empreender jornadas, nos harmonizarmos com a Terra e contatar os ancestrais, espíritos e animais guardiães. Encontrar nosso ritmo interno e afiná-lo ao da Mãe Terra é equilíbrio e cura. As mulheres podem sentir os toques do tambor em seus úteros, geradores de vida, tal qual a Terra. As ancestrais buscavam alinhar coração e útero ao som do tambor, entrando em sintonia com a Mãe Terra, e encontrando assim seu som primordial, bem como o seu som e ritmo interno. O tambor é coração, pulsa cheio de vida, de ritmos que se alteram. O coração, assim como o tambor, é o mapa de toda a jornada de cura. Escutar o toque do tambor é também escutar a batida de nosso coração, sendo assim, é o guia para que nunca nos percamos na busca do contato com outras realidades e energias.



A magia e força do tambor



Os xamãs sempre se utilizaram de objetos mágico-religiosos que lhes conferiam poder às cerimônias e rituais, assim como os talismãs que os protegiam. O tambor é considerado universalmente como um instrumento indispensável do xamanismo. É o veiculo pelo qual os xamãs fazem suas viagens a outros mundos. O tambor também é usado para invocar espíritos, para curas, para afastar espíritos malignos. O tambor deverá adquirir uma alma antes de ser utilizado, alguns o preparam com banhos de ervas, evocações, defumações, canções, preces, etc. Deve ser honrado o sacrifício do animal e da árvore, pois estes espíritos também falarão através do toque do xamã. Os nativos norte-americanos associam o toque do tambor às batidas do coração da Mãe-Terra e também ao som do útero.

O tambor dá acesso à força vital através de seu ritmo. O tambor é considerado o cavalo, ou a canoa, que leva ao mundo espiritual. É o instrumento que faz a comunicação entre o Céu e a Terra, que permite ao Xamã viajar ao Centro do Mundo (Eliade). É utilizado por xamãs e sacerdotes do mundo inteiro, em diversos tamanhos e formas. A velocidade de toque para uma jornada xamânica varia de 150 a 200 batidas por minuto. Os sons repetitivos e monótonos permitem ao xamã alterar sua consciência.

O antropólogo M. Harner relata uma pesquisa feita em laboratório, que o tambor produz modificações no sistema nervoso, pois as batidas são de baixa freqüência, predominando o nível de freqüência do eletroencéfalograma, por esse motivo, para conservação do transe, geralmente um assistente assume o tambor. O tambor associado a cânticos, sinos, e outros instrumentos cria um ambiente muito propício para o transe. Alguns xamãs chegam a afirmar que o trabalho xamânico não acontece sem um tambor. O chefe do tambor, ogã, tamborileiro, é o maestro da viagem, do transe.

Os toques podem aumentar o campo de força. Existem toques para cura, para guerra, para as jornadas. Histórias nativas contam que o tambor é um presente enviado pela Águia. É o veículo do xamã, que nos permite comunicar na língua sagrada do espírito. O tambor xamânico produz estados claros de transe e níveis de relaxamento profundo. É também meio de conectar com os pontos mais distantes da grade energética. O tambor sagrado alinha-nos com as forças da harmonia. A harmonia é um atributo universal da consciência, e ajuda-nos viajar, através do espaço do coração. Quando ouvimos o tambor ressoar criamos uma possibilidade de oferecer a vida para nós e o universo inteiro. O tambor nos leva a examinar o espírito, dá-nos uma voz do espírito e as orelhas do espírito.

Alce Negro - Wallace Black Elk, xamã lakota disse: "quando você reza com o tambor, quando os espíritos ouvem esse tambor que ecoa, nossa voz superior é desobstruída."


Cachimbo Totem Wakan Wood



O Cachimbo Totem apareceu em minha arte, trazendo toda a sua magia e poder ancestral de cura. Totem é uma palavra dos Peles Vermelhas e designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas” que a família o traz. O “Brasão” era pintado ou cravado na maioria dos objetos usados pelo proprietário. As famílias dos Peles Vermelhas da América mandavam esculpir os seus Totens, quando podiam. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe. Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Totem



Mandalas Wakan Wood



 Mandala confeccionada em madeira:
Frente - Chakra do Plexo Solar
Verso - Energia do número 3

Cachimbo Sagrado


Cachimbo Wakan Wood, estilo Chanupa dos povos nativos norte americanos. Bolsa para o cachimbo feita em couro.


Esse foi um bom momento de minha criação!
Um belo exemplar de Cachimbo Sagrado.

Marcelo Caiuã

"Arte Sagrada"


Wakan Wood Artesanato Xamânico


Os historiadores da arte, que aplicam o termo "arte sagrada" para designar toda e qualquer obra de tema religioso, esquecem-se de que a arte é essencialmente forma. Para que uma obra de arte possa ser propriamente qualificada de "sagrada" não basta que seus temas derivem de uma verdade espiritual. É necessário, também, que sua linguagem formal testemunhe e manifeste essa origem. [...] 

Emprestar temas da religião, de modo totalmente exterior e, por assim dizer, literário, não é suficiente para outorgar-lhe um caráter sagrado, tampouco os sentimentos devocionais de que se impregna, e nem mesmo a nobreza da alma que nela possa estar sendo retratada. Nenhuma categoria de arte pode ser definida como sagrada a menos que também sua forma reflita a visão espiritual característica da religião da qual provém. [...]

Uma visão espiritual encontra sua expressão, necessariamente, em uma linguagem formal específica. Se esta linguagem estiver ausente — em uma arte supostamente sagrada, que empresta suas formas de qualquer arte profana — significa que a visão espiritual também não se encontra ali. [...] Toda arte sagrada baseia-se, pois, em uma ciência das formas, ou, em outras palavras, no simbolismo inerente às formas. É preciso que se tenha em mente que um símbolo não é apenas um sinal estabelecido convencionalmente, mas manifesta seu arquétipo em virtude de uma lei ontológica definida: como Coomaraswamy observou, um símbolo é, de certo modo, aquilo que exprime. Por essa razão, o simbolismo tradicional nunca é desprovido de beleza: de acordo com a visão espiritual do mundo, a beleza de algo não é senão a transparência de seus envoltórios ou véus existenciais; em uma arte autêntica, uma obra é bela porque é verdadeira. [...]

É a tradição que, ao transmitir os modelos sagrados e as regras de trabalho, garante a validade espiritual das formas. Ela possui uma força secreta que se comunica a toda uma civilização e determina até mesmo as artes e ofícios cujo objeto imediato nada tem de particularmente sagrado. Essa força cria o estilo da civilização tradicional, um estilo que não pode ser imitado exteriormente, e que é perpetuado sem dificuldade alguma, de modo quase orgânico, pelo poder do espírito que a anima e por nada mais.

(Titus Burckhardt, A Arte Sagrada no Oriente e no Ocidente, Attar)




O que é Xamanismo?



" ... é um processo de auto-conhecimento que se dá no inconsciente profundo, na mesma região em que emergem as forças criativas e curativas do Inconsciente Coletivo, onde repousam os arquétipos..." (Carminha Levy).

 Na aurora da Humanidade, quando reinava o Caos Primordial e o Sono da Inconsciência, os Xamãs - "homens e mulheres que possuíam o dom de sair fora do corpo" (Up From Edem - Ken Wilber) - visitavam o mundo dos Arquétipos e entravam em contato com o Arquétipo do Divino.

Tocados pela força da Revelação, esses Xamãs iniciaram o processo de "despertar" a Humanidade. Por esse feito, foram considerados "Heróis da Consciência e Iniciadores da Civilização" (História da Origem da Consciência - Erick Newmam). 

Hoje novamente vivemos o Caos e dormimos o Sono da Inconsciência, situação essa que faz ressurgir o arquétipo do Xamã. Surge assim, no século passado, nos anos 60, um movimento mundial de retorno ao Xamanismo, inspirado pela pesquisa de Mircea Eliade (Xamanismo e Técnicas Arcaicas de Êxtase).

Pioneiros como Carlos Castanheda e Michael Harner, entre outros, ousam desafiar a comunidade científica com o estudo e prática desta arcaica e primitiva tradição. A partir de então, lenta e progressivamente o Xamanismo vem ganhando espaço em todas as camadas sociais e culturais e retomando a sua primitiva missão de despertar o Ser Humano através do Caminho do Coração. Agora são os Neo-Xamãs que vêm unir a sabedoria ancestral às conquistas científicas e tecnológicas da modernidade.

Carminha Levy


Caminhando pelo Xamanismo



O xamanismo é um tema ou tópico que apaixona, um fenômeno no qual todos nós gostaríamos de conhecer como se fosse uma ciência exata, mas isto não é possível, os xamãs verdadeiros afirmam que eles somente são os atores neste vasto e insondável infinito. 

A maioria de nós, que não tem a oportunidade de conhecer um xamã que manipula essas técnicas e a graça de aprender com eles, nos conformamos em conhecer os conceitos e ideias que nos foram passadas em livros. Dentro dessa perspectiva alcançamos também certas experiências por conta própria, mas que não têm uma base ou a ajuda necessária para realizar essas técnicas pois, de certa forma, não podemos executa-las ou aprofundar nesses estudos. 

Para clarificar isso, pretendemos com esta página não revelar uma verdade absoluta, mas compartilhar ensinos ancestrais e acima de tudo, encorajar as pessoas interessadas pelo xamanismo a terem suas próprias experiências. Longe de apresentar uma ideia romântica, visamos olhar a praticidade e a veracidade acima de tudo.



Alvorecer de um novo Xamã



A vida é energia! Espelhada pelo Grande Espírito aos Quatro Ventos, tomou as mais variadas formas. Todos nós vivemos das energias uns dos outros, em trocas ou apropriações. Todos os seres alimentam-se da energia de outros seres. A vida para manter-se viva precisa da morte! E a morte é apenas um veículo nessa troca de energias. Porquanto a morte é companheira da vida e, as duas, irmanadas, lutam contra a não vida. Será possível conciliarmos uma mente especulativa com um coração xamã? Esta é a grande esperança: recuperar a beleza poética de uma fé que possa ser a grande ponte para interligar esse abismo. O alvorecer de um novo xamã. Convivendo entre as descobertas da internet, com sua mente aqui calculista, aguçando seu sentido felino da busca até a última resposta! O seu coração entrementes, refugiando-se lá, antes da linha divisória, nas pradarias, nos rios e lagos, nas mata, sonhando com as montanhas e adorando o Sol...

Olho para os teus olhos e vejo nele inquietações. Sei que são difíceis as transformações, porque estás cercado de artificialidade. Como retornar uma vida voltada para energias naturais? Será negativo tentar uma mudança idealizada. Ser xamã não é mudar-se para o campo abandonando sua forma atual de ser. Se desejas viver o xamanismo, não sonhe com coisas impossíveis, postergando para o nunca uma atitude que pode tomar a partir de hoje. Para se ser Xamã, terá que construir uma nova postura perante a existência, com humildade; a vida não é uma mera relação social entre seres humanos. É uma soma na universalidade de todos os seres.

Afinal não somos sonhadores, como muitos afirmam; somos sim realizadores de sonhos; aqueles que são capazes de falar com pássaros, e outros animais numa aldeia de cimento. Que convivendo com pessoas artificiais, vulgares em seus anseios utilitários, interesseiras frente ao consumismo global, possuem uma visão de unidade com a essência e que são capazes de se emocionar com as belezas dela. Belezas que estão presentes em todas expressões da natureza.

Mário Scherer - Extraído do livro “Canção do Vento” de Mário Scherer editado pela SHAN Editores

Xamanismo - O Caminho Sagrado



É uma ARTE tão antiga como a vida. No Período Paleolítico, quando os homens ainda moravam em cavernas cercadas de feras, eles viviam com medo de tudo. Mas, ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, refletiram sobre sua relação com o Universo, e, sem saber, estabeleceram uma ponte com o macro-cosmo, traçando um fio que nunca mais iria se romper.

Durante algum tempo as práticas xamânicas encontraram-se adormecidas, mas voltaram a despertar a atenção dos homens modernos, independentes de seu estágio cultural ou do fato de viverem na selva de pedra urbana cercados de racionalidade, coisa que não existia quando os nossos antepassados se reuniram pela primeira vez ao redor de uma fogueira. Capazes de elevar a consciência para estados de êxtase desconhecidos para o homem comum e de ser relacionar com outras realidades, os xamãs são seres privilegiados por viverem entre o mundo material e o Reino invisível dos espíritos. Hoje, numerosos doutores e psicoterapeutas defendem e utilizam as técnicas ancestrais para atingir outras realidades, para a cura efetiva no tratamento de certas desordens do corpo e da alma. A bibliografia sobre xamanismo foi ampliada nestes últimos anos. Porém, apesar disto, continua a ocorrer equívocos ao definirem os xamãs como feiticeiros, videntes, curandeiros, médiuns e outros intermediários das coisas sagradas. Mas, o que é realmente o xamanismo? Quem pode ser chamado de xamã?

A melhor definição talvez tenha sido a que Mircea Eliade deu, de que o xamã é alguém capaz abandonar seu corpo, e viajar entre os mundos. O conhecimento adquirido nessas viagens com os habitantes de diferentes realidades, entre outras coisas, qualificam o xamã a manter o bem-estar e a cura para eles próprios e para os membros de suas comunidades. Mas é essa facilidade deles de realizarem essas viagens extáticas, que define o xamã como "Aquele que voa". Então, o xamanismo é -a técnica do êxtase -, um conjunto de procedimentos para exercitar o controle do vôo mágico. Não é um culto, mas um conjunto de práticas e técnicas, antigas como o ser humano, e que usa o simbolismo de cada cultura das pessoas que as praticam. Mas debaixo daqueles símbolos as mesmas forças e os mesmos elementos estão agindo no insondável infinito, possibilitando aos indivíduos aprenderem conscientemente a transpor o aparente abismo existente entre o mundo físico e as esferas da imaginação e da visão.


A Roda de Cura das Direções Sagradas


Oráculo da Roda de Cura Wakan Wood

Os ensinamentos das direções:

SUL - Animal: Coiote. Humor, inocência, criança interior, expansão, corpo emocional. Elemento: água. Cor: vermelha.

OESTE - Animal: Urso. Cura, feminino profundo, instrospecção, aprender a escutar a si e aos outros, corpo físico. Elemento: terra. Cor: preta.

NORTE - Animal: Búfalo Branco. Sabedoria, força, intelecto, corpo mental. Elemento: ar. Cor: Branca.

LESTE - Animal: Águia. Clareza, iluminação, espiritualidade, visão, consciência, corpo espiritual. Elemento: Fogo. Cor: amarela.

Em algumas tradições veremos outros animais relacionados às direções, bem como honra-se também o Pai Céu (cor azul) e a Mãe Terra (cor verde).

www.xamanismo.org/caminhovermelho

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Na Roda de Cura, trabalhamos com os quatro elementos, estando o fogo relacionado ao leste, ao espírito, à iluminação, à clareza. Sempre buscamos ter presentes estes elementos nas cerimônias, onde estamos honrando a sabedoria da Natureza da qual também fazemos parte. Os quatro elementos nos conectam, na Roda Medicinal, com o nosso emocional, mental, físico e espiritual, lembrando-nos de que somos capazes de despertar a potencialidade de nosso ser e nos curarmos em todos os níveis.

O fogo é utilizado em várias culturas ao redor do globo terrestre, como um elemento de purificação e transmutação. São cerimônias, ritos, onde a chama incandescente se faz presente trazendo a luz do sagrado a nossos corações. Obviamente, a "descoberta" do fogo proporcionou um grande salto para a Humanidade e a possibilidade de inovações tecnológicas e de qualidade de vida. A importância do fogo é relacionada à da própria vida. Na mística e espiritualidade das culturas, a vida é possível através do espírito criativo, da centelha que põe tudo em movimento.

Os xamãs huicholes (México) reverenciam a Tatewari, o fogo sagrado, o deus com quem aprendem a curar. Tomam o peyote e buscam no fogo seus ensinamentos. Os nativos norte-americanos também costumam fazer seus conselhos junto à fogueira porque o fogo representa a luz da Sabedoria que os auxiliará na tomada de decisões que afetam toda a tribo. E assim vemos em muitas outras situações, a importância da fogueira como parte da memória ancestral.

A fogueira é um elemento de extrema importância nas culturas nativas. Juntos, o fogo e a madeira do povo-em-pé, as árvores, liberam a memória dos tempos. As árvores carregam a memória da terra e esta informação contida nos anéis de seus troncos são inclusive utilizadas hoje pela ciência, cujo método se chama dendrocronologia. Temos árvores ancestrais, de muitos anos, que dia após dia, vivenciou e presenciou a saga dos ancestrais.

Ao sentarmos na fogueira, ativamos esta memória ancestral, aprendendo com tudo e todos que caminharam sobre o solo da Mãe Terra. Honremos o Fogo e todas as nossas Relações.

Tatiana Menkaiká


O Cachimbo Sagrado da Paz



Há uma história de como o cachimbo primeiro veio a nós. Faz muito tempo atrás, dizem, dois caçadores estavam fora procurando por bisões; e quando chegaram ao topo de uma alta colina e olharam para o norte, viram algo surgindo a uma grande distância e quando chegou mais perto gritaram, "É uma mulher!", e era. Então um dos caçadores, sendo estúpido, teve maus pensamentos e os falou; mas o outro disse: "Esta é uma mulher sagrada; jogue fora todos os maus pensamentos". Quando chegou ainda mais perto, eles viram que ela usava um fino vestido de pele de gamo, que seu cabelo era muito longo e que ela era jovem e muito bela. E ela sabia seus pensamentos e disse em uma voz que era como um canto: "Vós não me conheceis, mas se quereis fazer como pensais, podeis vir". E o estúpido foi; mas assim que parou diante dela, fez-se uma nuvem branca que veio e os cobriu. E a bela e jovem mulher saiu da nuvem, que quando se dissipou o homem estúpido era um esqueleto coberto de vermes.

Então a mulher falou ao que não era estúpido: "Tu deves ir para casa e dizer a teu povo que eu estou chegando e que uma grande tenda deve ser construída para mim no centro da nação". E o homem, que estava bastante amedrontado, foi rápido e disse ao povo, que fez logo o que foi mandado; e lá ao redor da grande tenda esperaram pela mulher sagrada. E depois de um tempo ela veio, muito bela e cantando, e enquanto entrava na tenda eis o que cantava:

"Com respiração visível estou andando.
Uma voz estou mandando enquanto ando.
De maneira sagrada estou andando.
Com pegadas visíveis estou andando.
De maneira sagrada eu ando."

E conforme cantava, vinha de sua boca uma nuvem branca que era boa de cheirar. Então deu algo ao chefe, e era um cachimbo com um vitelo de bisão entalhado de um lado para significar a terra que nos sustenta e alimenta, e com doze penas de águia pendurados na haste para representar o céu e as doze luas, e estavam amarrados com uma erva que nunca rompe. "Olhai!" ela disse. "Com isto vós podeis multiplicar-vos e serdes uma boa nação. Nada além do bem poderá vir dele. Apenas as mãos dos bons devem cuidar dele e os maus não devem sequer vê-lo". Então ela cantou novamente e saiu da tenda; e enquanto o povo assistia a sua partida repentinamente era um bisão branco galopando e bufando, e breve partiu.

Isto eles dizem, e se aconteceu assim ou não eu não sei; mas se pensares sobre isto, poderás ver que é verdade.

Agora eu acendo o cachimbo, e depois que eu o ofereça aos poderes que são Um Poder, e mande minha voz para eles, poderemos fumar juntos. Oferecendo a pitada antes de tudo para o Um sobre nós -- então -- mando minha voz:

He he! He he! He he! He he!

Avô, Grande Espírito, vós exististe sempre, e antes de vós ninguém existiu. Não há nenhum outro para louvar que vós. Vós próprio, tudo o que vedes, tudo o que foi feito por vós. As nações das estrelas por todo o universo vós as terminastes. Os quatro quadrantes da terra vós terminastes. O dia, e nesse dia, tudo o que há, vós terminastes. Avô, Grande Espírito, inclinai-vos perto da terra para ouvir a voz que mando. Vós para onde o sol se põe, olhai-me; Seres do Trovão, olhai-me! Vós onde o Gigante Branco vive em poder, olhai-me! Vós onde o sol brilha continuamente, de onde vêm a estrela da alvorada e o dia, olhai-me! Vós nas profundezas dos céus, uma águia de poder, olhai! E vós, Mãe Terra, a única Mãe, vós que mostrastes mercê por vossas crianças!

Ouvi-me, quatro quadrantes do mundo -- um parente sou! Dai-me a força para caminhar sobre a terra macia, um parente de tudo o que existe! Dai-me os olhos para ver e a força para entender, que eu possa ser como vós. Unicamente com vosso poder posso encarar os ventos.

Grande Espírito, Grande Espírito, meu Avô, por sobre toda a terra as faces dos seres viventes são todas semelhantes. Com carinho surgiram do solo. Olhai sobre estas faces de crianças sem número e com crianças em seus braços, e que possam encarar os ventos e trilhar o bom caminho e o dia da tranqüilidade.

Esta é a minha reza; ouvi-me! A voz que mandei é fraca, mas com seriedade mandei. Ouvi-me! E é assim. Hetchetu yelo! Agora, meu amigo. Fumemos juntos o cachimbo para que haja somente o bem entre nós.

Hehaka Sapa (Alce Negro) - Oglala Sioux


Livre-Arbítrio



"É preciso lembrar que o maior dom que o ser humano possui é o seu livre-arbítrio! Há que se respeitar a liberdade de quem busca as coisas sagradas do espírito e o livre arbítrio dos outros. A liberdade de ir e vir, de pensar por si, de agir, de decidir e de SER dentro desse Caminho Sagrado! Qualquer um que tente tolher esse dom dado por Deus a todos os homens, tentando impor aos outros suas ideias sobre espiritualidade, deve ser olhado com muito cuidado!

Isso não é ensinar, é MANIPULAR!"



Símbolos xamânicos


Alguns símbolos utilizados no sistema de inspiração norte-americana:

Busca da Visão - É utilizado pelos Sioux para se compreender mais amplamente o seu papel no mundo.

Roda da Cura - É um elo sagrado dos povos da América nativa, utilizado para adquirir sabedoria.

Fogo Avô - A nação dos duas-pernas (Homem) se utiliza do símbolo para alimentar a paixão de viver, as aventuras, satisfação e alegria lúdica.

Cachimbo - Simboliza para os Sioux e Navajos a paz entre tribos, clãs e nações (paz em família).

Sacola de Poder - Entre os indígenas Crow, esse símbolo afasta os inimigos e honram a sabedoria dos seus ancestrais.

Flecha - Símbolo dos Clãs Guerreiros para criar coragem e sinceridade.

Ritos da Passagem - Causar mudanças importantes na vida.

O Cocar - Símbolo dos chefes e dos guerreiros para se avançar, prosperidade.

Sinais de Fumaça - Símbolo do Povo Nuvem para "fazer andar as nossas palavras", as nossas verdades.

Lugar de Poder - Evocação dos 4 elementos. Local para se resgatar o poder pessoal utilizado por Quetzalcoatl no México.

Bastão-que-fala - Nos estimula a escutarmos nossa alma e o planeta Terra.

Tenda da Lua - Um símbolo mágico da mulher aonde ela é honrada como sendo a mãe da criação.

O Tambor - Símbolo tão antigo, utilizado inicialmente pelos Xamãs Siberianos, que nos aponta o nosso ritmo de vida.

Roda do Arco-Íris - Símbolo dos Navajos e do Hopis que implica não alimentar negatividade ou afundar na areia movediça do ódio e da mesquinhez.

Tenda do Suor - Utiliza-se o poder da mãe Terra para nos purificarmos.

Grande Espelho de Fumaça - Utilizado pelos Maias, Cheyenne e Pawnee para se assumir o que se é realmente em essência.

Noções básicas da utilização dos instrumentos de poder:

Tambor: Para viajar a outros mundos, invocar espíritos, afastar (exorcismo) espíritos inconvenientes (Kama-Rupa).

Trajes: (penas, cocares, corrente de poder): Aproximação com a mãe Terra.

Chocalhos (Maracás): Abertura de rituais e limpeza.

Cachimbos: Honrar a criação e os antepassados.

Pedra Mágica: Como criar os próprios talismãs.

Pau-de-chuva: Movimentar as nossas emoções.